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Textos e avaliações
"Moça do brinco de pérola"
Nota: 7/10
Que o pintor holandês Johannes Vermeer existiu e que é reconhecido
mundialmente como um dos maiores pintores de luzes e cores de todos os tempos isto ninguém dúvida. Já quem é a mulher loira
que pousou para um de seus mais conhecidos quadros usando brincos de pérolas...isto ninguém sabe. É exatamente
a partir daí que desenvolve-se o tema do longa: um suposto romance entre esta mulher do quadro (uma pobre criada) e o pintor.
Quem interpreta este reconhecido pintor do século 17 é Colin Firth (ator de Diário de Bridget Jones) enquanto a criada
é vivida por Scarlet Johansson (atriz de Encontros e desencontros). Moça do brinco de pérola é
baseado no livro de Tracy Chevalier e teve direção do estreante Peter Webber. É impossível não prestar atenção na bela trilha sonora
de Alexandre Desplat. O filme levou o Oscar de fotografia de 2004.
Censura: 12 anos Diretor: Peter Webber Elenco: Colin Firth, Scarlett
Johansson, Tom Wilkinson
"Tróia"
Nota: 7/10
O que dizer de Tróia? Se você é daqueles fascinados por épicos, não espere encontrar aqui um filme
à altura de Ben-Hur, Spartacus, Os Dez Mandamentos ou o Gladiador. A impressão que se
sai do cinema é: "esperava mais". E não é por menos. O filme não desenvolve bem a parte mitológica e quem entende
um pouco de história grega percebe isso de cara. A começar pelo roteiro que se quer
preocupou-se em explicar os pontos fracos do guerreiro Aquiles - interpretado pelo bom ator Brad Pitt, que aqui
está apenas razoável. Este Aquiles é o mesmo da expressão, que já ouvimos falar muitas vezes, "Calcanhar-de-Aquiles",
um semi-deus que ao ser mergulhado pela mãe Tétis pelos calcanhares em um rio egípcio torna-se invencível. O único local
fatal é seu calcanhar que não foi banhado. A lenda de que Aquiles talvez seja imortal é outra
informação que não é explicada. O diretor Wolfgang Peterson, - o mesmo de Força aérea um, Mar em Fúria e
Inimigo meu - errou ao aceitar fazer um épico em que a atração principal são apenas as
cenas de luta, que, evidentemente, são o que fazem valer o ingresso. O ator Orlando Bloom (o mesmo arqueiro
de Senhor dos Anéis) interpreta o príncipe troiano Páris que rapta a bela rainha Helena (Diane Kruger)
de Esparta por quem se apaixona perdidamente. Com isso, o rei de Esparta, Menelau, instigado por seu irmão Agameon (Brian
Cox - que está mais uma vez muito bem e divide as atenções com Brad Pitt ao longo do filme), resolvem capturá-la, o que dá início
a uma guerra de proporções incalculáveis. Para invadir as muralhas de Tróia, Agameon procura o guerreiro Aquiles e o
rei Ulisses(Sean Bean). O veterano Peter O'Toole faz o papel de Príamo, o rei de Tróia. Além da guerra, há um segundo conflito
especial entre Aquiles e Heitor(Eric Bana), príncipe de Tróia, pelo prestígio de melhor lutador da Grécia. O público fica
a espera ansiosa pelo conflito. E este - além das batalhas é claro - é um dos pontos altos do filme.
Censura: 14 anos
Direção: Wolfgang Peterson
Elenco: Brad Pitt, Orlando Bloom, Eric Bana, Peter O'Toole, Brian
Cox, Sean Bean, Diane Kruger
Nome Original: Troy
Gênero: Épico-aventura
Ano: 2004
Cazuza - O tempo não pára
Nota: 7.5/10
Longa-metragem baseado na história real
do roqueiro Cazuza que despontaria no início dos anos 80 como um dos líderes da banda Barão Vermelho, até morrer
anos mais tarde de forma trágica vítima da Aids. Dirigido por Sandra Werneck e Walter Carvalho, o filme aborda em
detalhes o modo como o instável cantor vivia - quase sempre rodeado de muitas festas, drogas, bebidas e sexo.
Otimista até o fim, mesmo quando tem conhecimento da doença incurável que o aflige, o cantor não abre mão de muitos de
seus excessos - como a bebida e o cigarro - e tenta aproveitar o tempo que lhe resta para viver à sua
maneira. Um retrato sensível, um filme comovente. Daniel de Oliveira realiza uma interpretação magistral como Cazuza.
Quem for ver o filme poderá matar saudades dos grandes sucessos de sua carreira como Bete balanço, Maior abandonado,
Pro dia nascer feliz, Ideologia e O tempo não pára, talvez sua canção mais marcante e autobiográfica.
Censura: 16 anos Diretor: Sandra Werneck
e Walter Carvalho Elenco: Daniel de Oliveira, Marieta Severo, Reginaldo Faria, Emilio de Mello, Cadu Fávero, Andréa Beltrão,
Débora Fallabela e Leandra Leal. Nome Original: Cazuza - O Tempo Não Pára
Gênero: Drama Ano: 2004 País: BRA
Duração: 100 minutos Site: http://www.cazuzaofilme.com.br
"Diários de Motocicleta"
Nota: 9/10
A viagem de descobrimento pela América do Sul feita pelo estudante de medicina Ernesto Guevara (Gael
García Bernal), que mais tarde ficaria conhecido como o Che Guevara, e seu amigo o bioquímico Alberto Granado (Rodrigo de
la Serna) é o assunto de Diários de Motocicleta. O longa-metragem revela as razões que levaram Guevara a tornar-se
mais tarde o revolucionário em defesa da igualdade de todos. À medida que sua viagem vai terminando, seu inconformismo e solidariedade
com a pobreza aumentam. A história se passa em 1952 quando tinha apenas 23 anos. Walter Salles (o mesmo diretor de Central
do Brasil e Abril Despedaçado) explora de maneira simples e eficiente o roteiro que se desenvolve
muito bem através das lindas paisagens locais. O diretor brasileiro tem o mérito de conseguir fazer com que o espectador viaje
junto na motocicleta, e esta viagem só é permitida porque não há excessivas edições e inúmeros efeitos especiais, procedimentos
cada vez mais usuais nos dias de hoje. O filme fez jus à representação do Brasil em Cannes este ano.
Censura: 12 anos Diretor: Walter Salles Elenco: Gael
Garcia Bernal, Rodrigo de la Serna, Mia Maestro Nome Original: Diários de Motocicleta
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Outros Filmes:
"O dia depois de amannhã"
Nota: 6.5/10
Parece que o diretor Roland Emmerich quer especializa-se
no gênero "o fim do mundo está próximo". Depois de realizar os fracos Independency Day e Godzilla, desta vez,
ao menos o diretor resolveu realizar um filme mais moralista e dá um alerta aos maus tratos que o meio ambiente vem sofrendo.
Assunto mais que válido nos dias de hoje. Jack Hall (Dennis Quaid) é um meteorologista e ambientalista que procura alertar
chefes de Estado sobre o aquecimento global e os excessos cometidos contra a natureza. Devido aos altos custos para um programa
ambiental adequado e em pró de empresas e da economia, autoridades ignoram a todos os seus avisos. Em conseqüência da total
negligência, a era Glacial que estava prevista para acontecer em centenas de anos acaba acontecendo em semanas e tudo se torna
tarde demais. Chuvas de granizo em Tóquio, congelamento de pessoas em poucos segundos na Escócia, ondas gigantes que cobrem
a cidade de Nova York, furacões, ventanias, terremotos são efeitos que ganham proporção e emoção na telona. O excelente ator
Ian Holm (de Alien o 8º Passageiro e o Doce Amanhã) está no elenco como um ambientalista britânico que tenta
alertar o perigo que está por vir.
Diretor: Roland Emmerich
Elenco: Dennis Quaid,
Jake Gyllenhaal, Ian Holm, Emmy Rossum
Nome
Original: The Day After Tomorrow
Gênero:
Aventura
Ano: 2004
País: EUA
Duração: 124 minutos
site: http://www.thedayaftertomorrow.com
"O outro lado da rua"
Nota: 4/10
O co-autor do premiadíssimo Central do Brasil, Marcos Bernstein, faz sua estréia na
direção com O outro lado da rua. Regina (Fernanda Montenegro) é uma idosa que para driblar a
velhice, a solidão e sentir-se útil a sociedade trabalha como investigadora policial fazendo denúncias. Certa noite,
enquanto bisbilhotava a vizinhança com seu binóculo, presencia um suposto assassinato cometido por um homem (Raul
Cortez) que aplica uma injeção em uma mulher. Regina chama a polícia que comparece ao local, mas nada é provado.
Mesmo assim, Regina insiste em provar que presenciou um crime e vai atrás de provas que possam iniciar um inquérito. Porém,
acaba se envolvendo pelo suposto assassino o que inicia um romance. O filme trata da falta de espaço para pessoas de
terceira idade que sofrem com o abandono e que procuram cada um de sua forma saciar seus desejos. Apesar
de ser um atrativo tema, o romance vivido pelos protagonistas não empolga o que faz com que o filme torne-se cansativo.
Resta admirar as interpretações de Fernanda Montenegro e Raul Cortez que têm grandes performances. O longa-metragem vem
sendo elogiado por parte da crítica e venceu a oitava edição do Cine PE Festival Audiovisual em Recife. Laura Cardoso
também faz parte do elenco.
Censura: 12 anos Diretor: Marcos Bernstein Elenco: Fernanda
Montenegro, Raul Cortez, Laura Cardoso e Luis Carlos Persy. Nome Original: O outro lado da rua
Gênero: Romance-thriller policial Ano: 2003 País: Brasil Duração:
97 minutos Site:
"O Retorno"
Nota: 7/10
Após 12 anos longe da família, misterioso homem resolve retornar e sair
a passeio com seus dois únicos filhos. A viagem que prometia ser uma simples pescaria, começa a despertar traumas
e mágoas que vêm à tona de forma bastante agressivas por parte do filho mais jovem que não o aceita como pai. O jovem
diretor Andrey Zvyaqintsev consegue fazer algo muito difícil que é permitir ao espectador conhecer a fundo
cada personagem, o que faz com que este tente adivinhar qual será o próximo passo. A tensão entre os três personagens
centrais aliados a calma da lagoa cria um enorme suspense quanto ao desfecho do filme. Infelizmente, o ator
Vladimir Garin (que interpretou Andrei) morreu afogado no mesmo lago que serviu de locação - após o término das filmagens
o jovem ator tentou cruzá-lo a nado. O filme levou o Leão de Ouro no Festival de Veneza em 2003.
Censura: 12 anos Diretor: Andrey Zvyaqintsev Elenco: Vladimir
Garin, Ivan Dobronravov e Konstantin Lavronenko. Nome Original: Vozvrashcheniye
Gênero: Drama Ano: 2003 País: Rússia Duração: 105 minutos
Site:
"Como se fosse pela primeira vez"
Nota: 5/10
Depois do enorme sucesso de Tratamento de Choque (2002), o diretor
Peter Segal e o ator Adam Sandler voltam a trabalhar juntos em Como se fosse pela primeira vez. Henry
Roth (Adam Sandler) é um veterinário de um parque aquático que tem muito sucesso com as mulheres e não quer compromissos duradouros.
Isto até conhecer Lucy (Drew Barrymore) por quem se apaixona perdinamente. O problema é que Lucy sofre de amnésia e sempre
esquece tudo que aconteceu na manhã seguinte. O que obriga Henry
a ter que conquistá-la diariamente. O filme tem alguns diálogos inteligentes, uma paisagem belíssima - a maior
parte do filme foi rodado no Havaí - e aborda alguns valores como a importância de amar todos os dias, mas as cenas
realmente cômicas são poucas. O ator Dan Aykroyd (o ex-caça-fantasamas) faz uma ponta no filme.
Censura: Livre Diretor: Peter Segal Elenco: Adam Sandler,
Drew Barrymore, Sean Astin, Rob Schneider, Lusia Strus, Amy Hill e Dan Aykroyd Nome Original:
50 First Dates
Nota: 2/10
A estrela Meg Ryan ficou internacionalmente conhecida como a loirinha simpática
de Hollywood. Uma vez ou outra ela tem a oportunidade de fazer um filme que não seja "comédia-romântica" - como é o caso de
quando fez "The Doors" de Oliver Stone. Aqui a atriz apostou em Jane Campion, diretora de o "O Piano",
"Fogo Sagrado" e "Retrato de uma Mulher" para tentar quem sabe realizar seu primeiro suspense de sucesso.
Ainda não foi desta vez. O roteiro que parece muito inteligente e instigante até os primeiros vinte minutos não se sustenta.
A história é de uma professora solitária (Meg Ryan) que se envolve com um investigador (Mark Ruffalo), que
ao longo do filme se revela como maior suspeito de um assassinato. Muitos coadjuvantes sem qualquer relevância - a não ser
claro de criar a pergunta "será que é ele o assassino?" - não estão devidamente amarrados a história. Meg Ryan está quase
irreconhecível e aparece nua diversas vezes durante o filme. Quem sabe na próxima a atriz consegue mostrar seu valor de boa
atriz. Ainda há os famosos Kevin Bacon (de "Sobre Meninos e Lobos") e Jennifer Jason Leigh (de "Mulher solteira procura") que
tem participações medíocres. A produção tem a assinatura da atriz Nicole Kidman.
Censura: 18 anos
Direção: Jane Campion
Elenco: Meg Ryan, Mark Ruffalo, Jennifer Jason Leigh, Kevin Bacon,
Nome Original: In the Cut
Gênero: Suspense
Ano: 2003
Kill Bill Vol.I
Nota: 7.5/10
Nada melhor quando surge (ou ressurge, como no caso) um diretor que traga algo novo, envolvente
e, sobretudo, criativo. É o que faz Quentin Tarantino (diretor do clássico "Pulp Fiction", de 1994). Kill
Bill - vol.I (a continuação tem estréia prevista no Brasil para outubro) tem uma história simples, mas a filmagem
é absolutamente "tarantina", ou seja, grandiosa. E mais uma vez seu roteiro é bem construído. Logo no primeira
cena, Quentin faz questão de avisar a todos que este é apenas seu quarto filme (os anteriores são todos bons "Cães de
Aluguel", "Pulp Fiction" e "Jackie Brown" - este seu mais recente de 1997). Talvez um aviso: "olha eu fui
apenas o roterista de um "Drink no Inferno", "Assassinos por natureza"... não os dirigi". Uma confusão habitual
que o público tem feito ao ver um filme em que Quentin Tarantino esteja envolvido seja produzindo, atuando ou roteirizando. Tema
do filme: vingança. Uma Thurman - que está muito bem - é a protagonista que após ter sua
família morta e perder o filho ainda na gravidez, é movida por o único sentimento de vingar aqueles
que mataram sua família. Após um período de coma de quatro anos e meio, ela desperta e vai atrás de Bill
e sua gangue de quatro malfeitores. Quentin Tarantino não abre mão de sua marca registrada: a violência. Entretanto,
desta vez ele também usa uma nova tática e mistura atores e animação japonesa. A trilha sonora é uma atração à parte.
Imperdível.
Censura: 18 anos Diretor: Quentin Tarantino Elenco: Uma Thurman,
Lucy Liu, Vivica A. Fox, Michael Madsen Nome Original: Kill Bill vol.I
Gênero: Aventura Ano: 2004 País: EUA/Japão Duração:
111 minutos Site:
Van Helsing - O Caçador de monstros
Nota: 6/10
O diretor de "Múmia" e "O Retorno
da Múmia", Stephen Sommers, gosta de aventura-terror (aventuras à Indiana Jones com terror). Quem
viu e gostou da série "Múmia", certamente vai se divertir com Van Helsing - o caçador de monstros. O filme
tem ação ininterrupta, muito suspense, cenas de humor e esbanja efeitos especiais capazes de chamar a atenção até daquele
espectador menos envolvido com o universo digital. Van Helsing (interpretado pelo bom ator Hugh Jackman - o Wolverine de X-Men)
é um herói incompreendido que trabalha para o Vaticano e que tem a única missão de destruir monstros condenados
pela Igreja. Aqui estão reunidos os três tipos de monstros mais adorados do público: Vampiros, Lobisomens e o Frankenstein.
Entretanto, faltou um pouco mais de história e um pouco menos de ação. As peculiaridades e características de cada herói
e vilão podiam ter sido mais bem exploradas. As aventuras sempre ficam mais interessantes quando o público entende as aflições
de seus personagens. Agora, o que é lamentável é que diretores americanos insistam na errada fórmula de colocar
atores falando inglês com sotaque do leste europeu. Não só irrita o público como não identifica qualquer
origem do personagem. Por fim isto apenas serve para diminuir a veracidade e densidade dos personagens.
Censura: 14
anos Diretor: Stephen Sommers Elenco: Hugh Jackman, Kate Beckinsale, Richard Roxburgh, David Wenham
Gênero: Horror-Aventura
Nome Original: Van Helsing Ano:
2004 País: EUA Duração: 135 minutos Site: http://www.vanhelsing.net/
Adeus Lênin!
Nota: 9/10
Alemã dedicada a causa socialista entra em coma ao ver filho em uma
manifestação apanhando de policiais. No período em que está em coma, o muro de Berlim é derrubado. Quando ela acorda seu
filho faz de tudo para que ela não descubra que o muro já não existe e que o país não é mais socialista. Para quem gosta
de assistir a um drama com diversos tons de comédia, Adeus Lênin é um prato cheio. Esta produção alemã dirigida por Wolfgang
Becker é um enorme sucesso de crítica e público.
Censura: 14 anos Diretor: Wolfgang Becker Elenco: Daniel Brühl,
Katrin Sass Nome Original: Good bye, Lenin!
"A Paixão de Cristo"
Nota: 3/10
Mel Gibson definitivamente perdeu a chance de se concretizar como um grande
diretor de cinema. Após contar a fascinante tragetória de William Wallace em "Coração Valente" em 1995 - filme
vencedor de cinco Oscars incluindo filme e direção - Mel Gibson extrapola no ultra-violento "A Paixão de Cristo". O diretor
mostra-se bastante limitado ao explorar takes praticamente idênticos ao sucesso "Coração Valente". O
espectador que for assistir terá o desgosto de ficar duas horas assistindo a uma tortura interminável. Como se
não bastasse a fraca narração do filme, o elenco de forma geral não se apresenta bem e o protagonista Jim Caviezel
ator de "O Conde de Monte Cristo" não convence com seu arfo interminável. A repercurssão do filme gerou
enorme polêmica e uma onda de anti-semitismo ao colocar os judeus como verdadeiros responsáveis pela morte de Jesus Cristo
e aliviar a culpa dos romanos. Quer dizer então que os romanos hesitaram em matá-lo? Aí não...
Censura: 14 anos Diretor: Mel Gibson Elenco: Jim Caviezel, Maia
Morgenstern, Monica Bellucci Nome Original: The Passion of the Christ
"Elefante"
Nota: 9/10
Depois de realizar o fraco remake de "Psicose"(1998), o bom
diretor Gus Van Sant volta a ativa com o excelente "Elephant" - filme vencedor da Palma de Ouro em Cannes
em 2003. O filme conta a história dos assassinatos cometidos por dois estudantes da escola secundária na cidade
de Columbine, EUA. Este tema já foi explorado no premiado documentário de Michael Moore - escritor do best-seller "Stupid
White Man". Aqui Gus Van Sant procura retratar as cenas que antecederam a tragédia através do ponto de vista individual
de alguns estudantes e do ritmo rotineiro do colégio. A trama desenvolve-se em um enorme clima de suspense que aproxima cada
vez mais o espectador à medida que traz à tona comportamentos freqüentes da sociedade atual como alienação, indiferença,
preconceito e a falta de atenção individual. Destaque para a câmera
envolvente que segue os personagens ao longo do filme. Imperdível.
Censura: 16 anos Diretor: Gus Van Sant Elenco: Alex Frost, Eric
Deulen, John Robinson, Elias McConnell Nome Original: Elephant
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