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Textos e avaliações
 
"Moça do brinco de pérola"
Nota: 7/10
 
Que o pintor holandês Johannes Vermeer existiu e que é reconhecido mundialmente como um dos maiores pintores de luzes e cores de todos os tempos isto ninguém dúvida. Já quem é a mulher loira que pousou para um de seus mais conhecidos quadros usando brincos de pérolas...isto ninguém sabe.  É exatamente  a partir daí que desenvolve-se o tema do longa: um suposto romance entre esta mulher do quadro (uma pobre criada) e o pintor. Quem interpreta este reconhecido pintor do século 17 é Colin Firth (ator de Diário de Bridget Jones) enquanto a criada é vivida por Scarlet Johansson (atriz de Encontros e desencontros).  Moça do brinco de pérola é baseado no livro de Tracy Chevalier e teve direção do estreante Peter Webber. É impossível não prestar atenção na bela trilha sonora de Alexandre Desplat. O filme levou o Oscar de fotografia de 2004.
 
Censura: 12 anos
Diretor: Peter Webber
Elenco: Colin Firth, Scarlett Johansson, Tom Wilkinson
Gênero: Romance
Nome Original: Girl with a Pearl Earring
Ano: 2003
País: ING/LUX
Duração: 95 minutos
Site:
http://www.girlwithapearlearringmovie.com/
 
 
 
"Tróia"
Nota: 7/10
 
O que dizer de Tróia? Se você é daqueles fascinados por épicos, não espere encontrar aqui um filme à altura de Ben-Hur, Spartacus, Os Dez Mandamentos ou o Gladiador. A impressão que se sai do cinema é: "esperava mais". E não é por menos. O filme não desenvolve bem a parte mitológica e quem entende um pouco de história grega percebe isso de cara. A começar pelo roteiro que se quer preocupou-se em explicar os pontos fracos do guerreiro Aquiles - interpretado pelo bom ator Brad Pitt, que aqui está apenas razoável. Este Aquiles é o mesmo da expressão, que já ouvimos falar muitas vezes, "Calcanhar-de-Aquiles", um semi-deus que ao ser mergulhado pela mãe Tétis pelos calcanhares em um rio egípcio torna-se invencível. O único local fatal é seu calcanhar que não foi banhado. A lenda de que Aquiles talvez seja imortal é outra informação que não é explicada. O diretor Wolfgang Peterson, - o mesmo de Força aérea um, Mar em Fúria e Inimigo meu  - errou ao aceitar fazer um épico em que a atração principal são apenas as cenas de luta, que, evidentemente, são o que fazem valer o ingresso. O ator Orlando Bloom (o mesmo arqueiro de Senhor dos Anéis) interpreta o príncipe troiano Páris que rapta a bela rainha Helena (Diane Kruger) de Esparta por quem se apaixona perdidamente. Com isso, o rei de Esparta, Menelau, instigado por seu irmão Agameon (Brian Cox - que está mais uma vez muito bem e divide as atenções com Brad Pitt ao longo do filme), resolvem capturá-la, o que dá início a uma guerra de proporções incalculáveis. Para invadir as muralhas de Tróia, Agameon procura o guerreiro Aquiles e o rei Ulisses(Sean Bean). O veterano Peter O'Toole faz o papel de Príamo, o rei de Tróia. Além da guerra, há um segundo conflito especial entre Aquiles e Heitor(Eric Bana), príncipe de Tróia, pelo prestígio de melhor lutador da Grécia. O público fica a espera ansiosa pelo conflito. E este - além das batalhas é claro - é um dos pontos altos do filme.
 
Censura: 14 anos
Direção: Wolfgang Peterson
Elenco: Brad Pitt, Orlando Bloom, Eric Bana, Peter O'Toole, Brian Cox, Sean Bean, Diane Kruger
Nome Original: Troy
Gênero: Épico-aventura
Ano: 2004
País: EUA
Duração: 165 minutos
Site:
www.troia-ofilme.com.br
 

Cazuza - O tempo não pára

Nota: 7.5/10


Longa-metragem baseado na história real do roqueiro Cazuza que despontaria no início dos anos 80 como um dos líderes da banda Barão Vermelho, até morrer anos mais tarde de forma trágica vítima da Aids. Dirigido por Sandra Werneck e Walter Carvalho, o filme aborda em detalhes o modo como o instável cantor vivia - quase sempre rodeado de muitas festas, drogas, bebidas e sexo. Otimista até o fim, mesmo quando tem conhecimento da doença incurável que o aflige, o cantor não abre mão de muitos de seus excessos - como a bebida e o cigarro - e tenta aproveitar o tempo que lhe resta para viver à sua maneira. Um retrato sensível, um filme comovente. Daniel de Oliveira realiza uma interpretação magistral como Cazuza. Quem for ver o filme poderá matar saudades dos grandes sucessos de sua carreira como Bete balanço, Maior abandonado, Pro dia nascer feliz, Ideologia e O tempo não pára, talvez sua canção mais marcante e autobiográfica. 

 

Censura: 16 anos
Diretor: Sandra Werneck e Walter Carvalho
Elenco: Daniel de Oliveira, Marieta Severo, Reginaldo Faria, Emilio de Mello, Cadu Fávero, Andréa Beltrão, Débora Fallabela e Leandra Leal.
Nome Original: Cazuza - O Tempo Não Pára

Gênero: Drama
Ano: 2004
País: BRA
Duração: 100 minutos
Site: http://www.cazuzaofilme.com.br

 

"Diários de Motocicleta"
Nota: 9/10
 
A viagem de descobrimento pela América do Sul feita pelo estudante de medicina Ernesto Guevara (Gael García Bernal), que mais tarde ficaria conhecido como o Che Guevara, e seu amigo o bioquímico Alberto Granado (Rodrigo de la Serna) é o assunto de Diários de Motocicleta. O longa-metragem revela as razões que levaram Guevara a tornar-se mais tarde o revolucionário em defesa da igualdade de todos. À medida que sua viagem vai terminando, seu inconformismo e solidariedade com a pobreza aumentam. A história se passa em 1952 quando tinha apenas 23 anos. Walter Salles (o mesmo diretor de Central do Brasil e Abril Despedaçado)  explora de maneira simples e eficiente o roteiro que se desenvolve muito bem através das lindas paisagens locais. O diretor brasileiro tem o mérito de conseguir fazer com que o espectador viaje junto na motocicleta, e esta viagem só é permitida porque não há excessivas edições e inúmeros efeitos especiais, procedimentos cada vez mais usuais nos dias de hoje. O filme fez jus à representação do Brasil em Cannes este ano.
 
Censura: 12 anos
Diretor: Walter Salles
Elenco: Gael Garcia Bernal, Rodrigo de la Serna, Mia Maestro
Nome Original: Diários de Motocicleta
Gênero: Drama
Ano: 2004
País: BRA/ING/FRA/ARG/CHI
Duração: 128 minutos
Site:
http://www.motorcyclediaries.net/
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Outros Filmes:
 
"O dia depois de amannhã"
Nota: 6.5/10
 
Parece que o diretor Roland Emmerich quer especializa-se no gênero "o fim do mundo está próximo". Depois de realizar os fracos Independency Day e Godzilla, desta vez, ao menos o diretor resolveu realizar um filme mais moralista e dá um alerta aos maus tratos que o meio ambiente vem sofrendo. Assunto mais que válido nos dias de hoje. Jack Hall (Dennis Quaid) é um meteorologista e ambientalista que procura alertar chefes de Estado sobre o aquecimento global e os excessos cometidos contra a natureza. Devido aos altos custos para um programa ambiental adequado e em pró de empresas e da economia, autoridades ignoram a todos os seus avisos. Em conseqüência da total negligência, a era Glacial que estava prevista para acontecer em centenas de anos acaba acontecendo em semanas e tudo se torna tarde demais. Chuvas de granizo em Tóquio, congelamento de pessoas em poucos segundos na Escócia, ondas gigantes que cobrem a cidade de Nova York, furacões, ventanias, terremotos são efeitos que ganham proporção e emoção na telona. O excelente ator Ian Holm (de Alien o 8º Passageiro e o Doce Amanhã) está no elenco como um ambientalista britânico que tenta alertar o perigo que está por vir.

 

Diretor: Roland Emmerich
Elenco: Dennis Quaid, Jake Gyllenhaal, Ian Holm, Emmy Rossum

Nome Original: The Day After Tomorrow

Gênero: Aventura

Ano: 2004

País: EUA

Duração: 124 minutos

site: http://www.thedayaftertomorrow.com

 
"O outro lado da rua"
Nota: 4/10
 
O co-autor do premiadíssimo Central do Brasil, Marcos Bernstein, faz sua estréia na direção com O outro lado da rua. Regina (Fernanda Montenegro) é uma idosa  que para driblar a velhice, a solidão e sentir-se útil a sociedade trabalha como investigadora policial fazendo denúncias. Certa noite, enquanto bisbilhotava a vizinhança com seu binóculo, presencia um suposto assassinato cometido por um homem (Raul Cortez) que aplica uma injeção em uma mulher. Regina chama a polícia que comparece ao local, mas nada é provado. Mesmo assim, Regina insiste em provar que presenciou um crime e vai atrás de provas que possam iniciar um inquérito. Porém, acaba se envolvendo pelo suposto assassino o que inicia um romance. O filme trata da falta de espaço para pessoas de terceira idade que sofrem com o abandono e que procuram cada um de sua forma saciar seus desejos. Apesar de ser um atrativo tema, o romance vivido pelos protagonistas não empolga o que faz com que o filme torne-se cansativo. Resta admirar as interpretações de Fernanda Montenegro e Raul Cortez que têm grandes performances. O longa-metragem vem sendo elogiado por parte da crítica e venceu a oitava edição do Cine PE Festival Audiovisual em Recife. Laura Cardoso também faz parte do elenco.
 
Censura: 12 anos
Diretor: Marcos Bernstein 
Elenco: Fernanda Montenegro, Raul Cortez, Laura Cardoso e Luis Carlos Persy.
Nome Original: O outro lado da rua
Gênero: Romance-thriller policial
Ano: 2003
País: Brasil
Duração: 97 minutos
Site:
 
"O Retorno"
Nota: 7/10
 
Após 12 anos longe da família, misterioso homem resolve retornar e sair a passeio com seus dois únicos filhos. A viagem que prometia ser uma simples pescaria, começa a despertar traumas e mágoas que vêm à tona de forma bastante agressivas por parte do filho mais jovem que não o aceita como pai. O jovem diretor Andrey Zvyaqintsev consegue fazer algo muito difícil que é permitir ao espectador conhecer a fundo cada personagem, o que faz com que este tente adivinhar qual será o próximo passo. A tensão entre os três personagens centrais aliados a calma da lagoa cria um enorme suspense quanto ao desfecho do filme. Infelizmente, o ator Vladimir Garin (que interpretou Andrei) morreu afogado no mesmo lago que serviu de locação - após o término das filmagens o jovem ator tentou cruzá-lo a nado. O filme levou o Leão de Ouro no Festival de Veneza em 2003.
 
Censura: 12 anos
Diretor: Andrey Zvyaqintsev 
Elenco: Vladimir Garin, Ivan Dobronravov e Konstantin Lavronenko.
Nome Original: Vozvrashcheniye
Gênero: Drama
Ano: 2003
País: Rússia
Duração: 105 minutos
Site:
 
"Como se fosse pela primeira vez"
Nota: 5/10
 
Depois do enorme sucesso de Tratamento de Choque (2002), o diretor Peter Segal e o ator Adam Sandler voltam a trabalhar juntos em Como se fosse pela primeira vez. Henry Roth (Adam Sandler) é um veterinário de um parque aquático que tem muito sucesso com as mulheres e não quer compromissos duradouros. Isto até conhecer Lucy (Drew Barrymore) por quem se apaixona perdinamente. O problema é que Lucy sofre de amnésia e sempre esquece tudo que aconteceu na manhã seguinte. O que obriga Henry a ter que conquistá-la diariamente. O filme tem alguns diálogos inteligentes, uma paisagem belíssima -  a maior parte do filme foi rodado no Havaí - e aborda alguns valores como a importância de amar todos os dias, mas as cenas realmente cômicas são poucas. O ator Dan Aykroyd (o ex-caça-fantasamas) faz uma ponta no filme.
 
Censura: Livre
Diretor: Peter Segal
Elenco: Adam Sandler, Drew Barrymore, Sean Astin, Rob Schneider, Lusia Strus, Amy Hill  e Dan Aykroyd
Nome Original: 50 First Dates
Gênero: Comédia
Ano: 2004
País: EUA
Duração: 99 minutos
Site:
http://www.sonypictures.com/movies/50firstdates
 
"Em Carne Viva"
Nota: 2/10
 
A estrela Meg Ryan ficou internacionalmente conhecida como a loirinha simpática de Hollywood. Uma vez ou outra ela tem a oportunidade de fazer um filme que não seja "comédia-romântica" - como é o caso de quando fez "The Doors" de Oliver Stone. Aqui a atriz apostou em  Jane Campion, diretora de o "O Piano", "Fogo Sagrado" e "Retrato de uma Mulher" para tentar quem sabe realizar seu primeiro suspense de sucesso. Ainda não foi desta vez. O roteiro que parece muito inteligente e instigante até os primeiros vinte minutos não se sustenta. A história é de uma professora solitária (Meg Ryan) que se envolve com um investigador (Mark Ruffalo), que ao longo do filme se revela como maior suspeito de um assassinato. Muitos coadjuvantes sem qualquer relevância - a não ser claro de criar a pergunta "será que é ele o assassino?" - não estão devidamente amarrados a história. Meg Ryan está quase irreconhecível e aparece nua diversas vezes durante o filme. Quem sabe na próxima a atriz consegue mostrar seu valor de boa atriz. Ainda há os famosos Kevin Bacon (de "Sobre Meninos e Lobos") e Jennifer Jason Leigh (de "Mulher solteira procura") que tem participações medíocres. A produção tem a assinatura da atriz Nicole Kidman.
 
Censura: 18 anos
Direção: Jane Campion
Elenco: Meg Ryan, Mark Ruffalo, Jennifer Jason Leigh, Kevin Bacon,
Nome Original: In the Cut
Gênero: Suspense
Ano: 2003
País: EUA
Duração: 118 minutos
Site:
www.sonypictures.com/movies/inthecut
 
 
Kill Bill Vol.I
Nota: 7.5/10
 
Nada melhor quando surge (ou ressurge, como no caso) um diretor que traga algo novo, envolvente e, sobretudo, criativo. É o que faz Quentin Tarantino (diretor do clássico "Pulp Fiction", de 1994). Kill Bill - vol.I (a continuação tem estréia prevista no Brasil para outubro) tem uma história simples, mas a filmagem é absolutamente "tarantina", ou seja, grandiosa. E mais uma vez seu roteiro é bem construído. Logo no primeira cena, Quentin faz questão de avisar a todos que este é apenas seu quarto filme (os anteriores são todos bons "Cães de Aluguel", "Pulp Fiction" e "Jackie Brown" - este seu mais recente de 1997). Talvez um aviso: "olha eu fui apenas o roterista de um "Drink no Inferno", "Assassinos por natureza"... não os dirigi". Uma confusão habitual que o público tem feito ao ver um filme em que Quentin Tarantino esteja envolvido seja produzindo, atuando ou roteirizando. Tema do filme: vingança. Uma Thurman - que está muito bem - é a protagonista que após ter sua família morta e perder o filho ainda na gravidez, é movida por o único sentimento de vingar aqueles que mataram sua família. Após um período de coma de quatro anos e meio, ela desperta e vai atrás de Bill e sua gangue de quatro malfeitores. Quentin Tarantino não abre mão de sua marca registrada: a violência. Entretanto, desta vez ele também usa uma nova tática e mistura atores e animação japonesa. A trilha sonora é uma atração à parte. Imperdível.
 
Censura: 18 anos
Diretor: Quentin Tarantino
Elenco: Uma Thurman, Lucy Liu, Vivica A. Fox, Michael Madsen
Nome Original: Kill Bill vol.I
Gênero: Aventura 
Ano: 2004
País: EUA/Japão
Duração: 111 minutos
Site:
 

Van Helsing - O Caçador de monstros 

Nota: 6/10

 

O diretor de "Múmia" e "O Retorno da Múmia", Stephen Sommers, gosta de aventura-terror (aventuras à Indiana Jones com terror). Quem viu e gostou da série "Múmia", certamente vai se divertir com Van Helsing - o caçador de monstros. O filme tem ação ininterrupta, muito suspense, cenas de humor e esbanja efeitos especiais capazes de chamar a atenção até daquele espectador menos envolvido com o universo digital. Van Helsing (interpretado pelo bom ator Hugh Jackman - o Wolverine de X-Men) é um herói incompreendido que trabalha para o Vaticano e que tem a única missão de destruir monstros condenados pela Igreja. Aqui estão reunidos os três tipos de monstros mais adorados do público: Vampiros, Lobisomens e o Frankenstein. Entretanto, faltou um pouco mais de história e um pouco menos de ação. As peculiaridades e características de cada herói e vilão podiam ter sido mais bem exploradas. As aventuras sempre ficam mais interessantes quando o público entende as aflições de seus personagens. Agora, o que é lamentável é que diretores americanos insistam na errada fórmula de colocar atores falando inglês com sotaque do leste europeu. Não só irrita o público como não identifica qualquer origem do personagem. Por fim isto apenas serve para diminuir a veracidade e densidade dos personagens.

 

Censura: 14 anos
Diretor: Stephen Sommers
Elenco: Hugh Jackman, Kate Beckinsale, Richard Roxburgh, David Wenham

Gênero: Horror-Aventura

Nome Original: Van Helsing 
Ano: 2004
País: EUA
Duração: 135 minutos
Site: http://www.vanhelsing.net/

 

 

Adeus Lênin!
Nota: 9/10
 
Alemã dedicada a causa socialista entra em coma ao ver filho em uma manifestação apanhando de policiais. No período em que está em coma, o muro de Berlim é derrubado. Quando ela acorda seu filho faz de tudo para que ela não descubra que o muro já não existe e que o país não é mais socialista. Para quem gosta de assistir a um drama com diversos tons de comédia, Adeus Lênin é um prato cheio. Esta produção alemã dirigida por Wolfgang Becker é um enorme sucesso de crítica e público.
 
Censura: 14 anos
Diretor: Wolfgang Becker
Elenco: Daniel Brühl, Katrin Sass
Nome Original: Good bye, Lenin!
Gênero: Drama-comédia
Ano: 2003
País: ALE
Duração: 117 minutos
Site:
http://www.good-bye-lenin.de
 
 
"A Paixão de Cristo"
Nota: 3/10
 
Mel Gibson definitivamente perdeu a chance de se concretizar como um grande diretor de cinema. Após contar a fascinante tragetória de William Wallace em "Coração Valente" em 1995 - filme vencedor de cinco Oscars incluindo filme e direção - Mel Gibson extrapola no ultra-violento "A Paixão de Cristo". O diretor mostra-se bastante limitado ao explorar takes praticamente idênticos ao sucesso "Coração Valente".  O espectador que for assistir terá o desgosto de ficar duas horas assistindo a uma tortura interminável. Como se não bastasse a fraca narração do filme, o elenco de forma geral não se apresenta bem e o protagonista Jim Caviezel ator de "O Conde de Monte Cristo" não convence com seu arfo interminável.  A repercurssão do filme gerou enorme polêmica e uma onda de anti-semitismo ao colocar os judeus como verdadeiros responsáveis pela morte de Jesus Cristo e aliviar a culpa dos romanos. Quer dizer então que os romanos hesitaram em matá-lo? Aí não...
 
Censura: 14 anos
Diretor: Mel Gibson
Elenco: Jim Caviezel, Maia Morgenstern, Monica Bellucci
Nome Original: The Passion of the Christ
Gênero: Drama 
Ano: 2004
País: EUA
Duração: 128 minutos
Site:
http://www.apaixaodecristo.com.br
 
 
"Elefante"
Nota: 9/10
 
Depois de realizar o fraco remake de "Psicose"(1998), o bom diretor Gus Van Sant volta a ativa com o excelente "Elephant" - filme vencedor da Palma de Ouro em Cannes em 2003. O filme conta a história dos assassinatos cometidos por dois estudantes da escola secundária na cidade de Columbine, EUA. Este tema já foi explorado no premiado documentário de Michael Moore - escritor do best-seller "Stupid White Man". Aqui Gus Van Sant procura retratar as cenas que antecederam a tragédia através do ponto de vista individual de alguns estudantes e do ritmo rotineiro do colégio. A trama desenvolve-se em um enorme clima de suspense que aproxima cada vez mais o espectador à medida que traz à tona comportamentos freqüentes da sociedade atual como alienação, indiferença, preconceito e a falta de atenção individual. Destaque para a câmera envolvente que segue os personagens ao longo do filme. Imperdível.
 
Censura: 16 anos
Diretor: Gus Van Sant
Elenco: Alex Frost, Eric Deulen, John Robinson, Elias McConnell
Nome Original: Elephant
Gênero: Drama
Ano: 2003
País: EUA
Duração: 81 minutos
Site:
http://www.elephantmovie.com/

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